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Segundo
estudos mais recentes, a Olea europaea ou oliveira é originalmente o
resultado do cruzamento de diferentes espécies como a Olea africana, com
origem no Egipto e na Arábia, a Olea laperrini, que prolifera no Sul de
Marrocos e a Olea ferruginea, procedente da Ásia. Há seis mil anos os
egípcios, atribuíam à Deusa Ísis, mulher de Osíris, Deus supremo da sua
mitologia, o mérito de ensinar a cultivar a oliveira.
Os
gregos foram os grandes impulsionadores da cultura da oliveira pela Europa
mediterrânica. Logo muito cedo os gregos e os romanos deram grande importancia
a esta cultura devido não só à sua utilização alimentar ou culinária, mas
também, às muitas aplicações e utilizações conhecidas que davam ao azeite:
combustível para iluminação, medicamentos, unguentos, impermiabilização de
tecidos, lubrificante de utensílios agrícolas, etc. Na Grécia antiga, as
mulheres, quando queriam engravidar passavam longos períodos de tempo à sombra
das oliveiras. Os ceptros reais eram feitos da madeira de oliveira e o Azeite
era o unguento oficial dos monarcas, sacerdotes e atletas. As famosas coroas dos
vencedores eram feitas de folhas e ramos de oliveiras.
A Oliveira, árvore de porte médio e resistente, com raízes que podem atingir 6 metros. São conhecidas cerca de 400 espécies. O seu crescimento é lento e normalmente entra em produção a partir do quarto ou quinto ano. Muitas
vezes podemos encontrar a oliveira em terrenos onde nenhuma outra planta
resistiria. No entanto, se tratada e cultivada adequadamente, a produção
aumentam em quantidade e qualidade. A
oliveira foi sempre considerada um símbolo de sabedoria, paz, abundância e glória.
Os
portugueses também têm um lugar importante na difusão da cultura da oliveira
através das nossas expedições marítimas para as Américas.
Hoje em dia encontra-se disseminada um pouco por todo o Mundo, desde a Europa, à Argentina, Chile, México, Estados Unidos da América, até à Austrália, Japão, e República da África do Sul e a vários países do Norte de África, entre outros. Em
média, uma oliveira pode dar 20 Kg de azeitonas, sendo para isso necessários
cerca de 5 a 6 Kg para produzir 1 L de azeite.
As principais
variedades cultivadas em Portugal são a Galega, a Cobrançosa, a Verdeal, a
Cordovil e a Carrasquenha.
"Uma gloriosa árvore
floresce na nossa terra dórica: Nossa doce, prateada ama de leite, a oliveira.
Nascida sozinha e imortal, sem temer inimigos, a sua força eterna desafia
velhacos jovens e idosos, pois Zeus e Atena a protegem com olhos insones"
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